É oficial: O mobile já representa a maior parte dos acessos aos sites brasileiros, com 56,48% do volume de visitantes – contra 42,69% do desktop.

É o que revela o Panorama de Geração de Leads 2021, lançado pela Leadster a partir da análise de 63 milhões de acessos em 1001 sites brasileiros.

Apesar dos dados muito expressivos, o número de acessos ainda não está refletindo, necessariamente, nas taxas de conversão.

Prova disso é que a conversão deste formato de dispositivo ainda é 34% menor que a conversão no desktop.

Confira os principais insights da relação mobile × desktop revelados no Panorama de Geração de Leads.

Número de acessos por dispositivo e canal de origem

Os dispositivos móveis já representam 56,48% do volume de acessos nos mais de 1000 sites analisados pela Leadster no Panorama de Geração de Leads 2021.

Na sequência vem os acessos via desktop, com 42,69% de representatividade, e tablet, com menos de 1%.

Em alguns segmentos, como o de softwares, concessionárias e imobiliárias, a representatividade dos dispositivos móveis já passa de 70%. 

Isso significa que, nesses segmentos, a cada 10 visitantes que acessam um site, pelo menos 7 estão fazendo isso pelo celular.

Mesmo nas categorias em que os acessos mobile e desktop estão mais equilibrados, como no ramo Educacional, os dispositivos móveis ainda saem na frente.

Ok, já sabemos que a maior parte dos acessos vem dos dispositivos móveis, mas… que canais estão trazendo esses acessos?

Aqui se destaca o Google Orgânico, canal com a maior representatividade na geração de tráfego (46,99%).

Isso demonstra que estratégias de SEO e Inbound Marketing são as que estão trazendo maior volume de acessos para o site das empresas brasileiras, uma vez que elas são as principais responsáveis por um bom posicionamento orgânico.

A Mídia Paga aparece em segundo lugar, com 33,08% dos acessos

No foco dos investimentos está o Google Ads, com 26,63% dos acessos, seguido de longe pelo Facebook (6,45%) e LinkedIn Ads (0,30%).

Vale ressaltar que o Tráfego Direto (contabilizado especialmente quando o lead acessa o site digitando a url direto na barra de pesquisa) também traz uma porcentagem significativa de visitantes (18,9%).

Assim como entre os diferentes segmentos de mercado, a tendência de acessos via dispositivos móveis se repete para todos os canais de origem.

Taxa de conversão por dispositivo e canal de origem

Já quando falamos em taxas de conversão, o cenário muda bastante. 

Apesar de trazer a maior parte dos acessos, o mobile ainda não está gerando conversões na mesma medida.

O principal motivo para essa diferença é que o acesso mobile tem uma característica mais exploratória.

Ou seja, o visitante que acessa um site pelo celular ainda está buscando informações sobre o produto, serviço ou empresa, para considerar suas opções.

Muitas vezes, a decisão de compra acaba ficando para os próximos acessos, quando ele retorna pelo desktop para realizar a conversão de forma mais confortável e segura.

Investir na experiência mobile pode ajudar a equilibrar o jogo, aumentando as conversões.

Nesse sentido, também é essencial criar uma boa experiência no mobile para que, mesmo sem converter, o visitante retorne ao site para finalizar o processo.

Uma outra estratégia possível é investir em campanhas de remarketing para impactar esse usuário (que tem interesse, mas não converteu) em diferentes redes, dispositivos e momentos de compra.

Vemos que essa tendência de conversão se repete em todos os segmentos analisados: mesmo quando os números são mais equilibrados, o desktop se destaca no assunto conversão.

Em mercados como o de Serviços ou o Educacional, a diferença é ainda mais expressiva, com o desktop muito à frente dos dispositivos móveis.

Em relação aos canais de origem, também vemos algumas divergências entre a porcentagem de acessos e de conversões.

Enquanto o Google Ads aparece em 2º lugar na geração de tráfego, aqui ele lidera o ranking como canal de melhor conversão (3,31%).

E o Tráfego Orgânico, que lidera em número de acessos, cai para a terceira posição quando o assunto é a taxa de conversão.

E, mais uma vez, a tendência de conversão pelo desktop se repete para todos os canais de origem.

As diferenças mais expressivas estão entre os canais de mídia paga, como Google Ads, Facebook e LinkedIn, onde o desktop tem um desempenho muito melhor que o mobile.

Uma dica é adicionar o tipo de dispositivo às suas segmentações de campanhas, buscando atingir melhores resultados de conversão.

Nossos insights finais sobre o tema

Confirmando as tendências globais apresentadas por outros estudos, a experiência via dispositivos móveis deve ser uma prioridade para as empresas.

Isso reforça a importância de pensar uma estratégia de tráfego e de conversão responsiva, ou seja, criada para a experiência de acesso nos smartphones.

Apesar do visitante buscar informações e considerar suas opções pelo celular, a decisão de compra acaba ficando para os próximos acessos, quando ele retorna pelo desktop para realizar a conversão.

Com uma boa experiência mobile, talvez seja possível diminuir o gap entre acessos e conversões.

Quer mais insights como esse? Acesse o Panorama de Geração de Leads 2021 😉

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Gustavo Luby

CMO da Leadster, há 6 anos empreendendo no setor de tecnologia, apaixonado por CRO, Growth Hacking e Mídia paga.