É claro que toda empresa com presença online quer melhorar os resultados de ranqueamento no Google.

E você sabe como a acessibilidade interfere neste posicionamento do seu site? 

A melhora de diversos fatores de acessibilidade é levada em consideração pela plataforma de buscas ao exibir os resultados das pesquisas para os usuários.

Além disso, ao tornar um conteúdo acessível, a marca atinge um público ainda maior e mais diverso.

Estamos falando de cerca de 17 milhões de pessoas com algum tipo de deficiência, apenas no Brasil.

Entenda neste post quais são os pontos de melhoria que você pode colocar em prática para atingir esse patamar. 

O que é ranqueamento no Google?

Plataformas de busca, como o Google, utilizam algoritmos que analisam o conteúdo disponível na internet e entregam para o usuário as opções que melhor atendem à pesquisa realizada. 

O ranqueamento do Google, portanto, diz respeito à ordem em que os resultados aparecem para o usuário.

Se seu site aparece nas primeiras posições de uma pesquisa, ele está bem ranqueado.

Como funciona o ranqueamento do Google?

Como comentamos, os resultados apresentados aos usuários seguem uma análise através de algoritmos, que levam em consideração diversos critérios de avaliação.

Quanto mais adequado a estes fatores for o conteúdo, melhor será seu posicionamento.

O ranqueamento no Google está relacionado com uma estratégia da qual você já deve ter ouvido falar: SEO ou Search Engine Optimization.

Ela está voltada para a otimização dos conteúdos de sites, blogs e páginas.

É esse tipo de estratégia que procura fornecer um bom posicionamento nas pesquisas realizadas, levando o que é chamado de tráfego orgânico para o site. 

O Google não divulga abertamente quais são esses critérios, mas apresenta sempre as tendências que segue e outros estudos nos ajudam a entender o que é relevante para o buscador.

O que acessibilidade tem a ver com ranqueamento?

Para melhor o ranqueamento das páginas de um site no Google, um conjunto de técnicas pode ser aplicado, tanto em relação à estrutura quanto aos conteúdos das páginas.

Além disso, também podem ser aplicadas técnicas para melhorar a experiência do usuário ao entrar em contato com os conteúdos publicados.

E a acessibilidade está relacionada com a eliminação das barreiras existentes na internet, incluindo deixar todos os materiais publicados (sejam eles textos, vídeos, imagens ou outros formatos) flexíveis e acessíveis para qualquer pessoa, como para aquelas que têm algum tipo de deficiência ou dificuldade especial.

Assim, a acessibilidade de um site também é avaliada dentro do conjunto de critérios determinados pelo Google, já que um site acessível facilita a navegação de forma democrática e possibilita que os robôs que fazem a leitura do site compreendam todo o conteúdo, melhorando a análise e o posicionamento do mesmo.

8 boas práticas para deixar seu site acessível

Então, se você quer tornar seu site acessível para favorecer um número maior de usuários e de quebra ganhar uns pontos no ranqueamento do Google, confira as dicas que separamos.

Deficiência visual e cegueira

1) Faça a descrição alternativa das imagens

O texto alternativo é um texto utilizado para descrever o conteúdo da imagem.

Ele é inserido no atributo alt e é útil para as pessoas com deficiência visual, além de ser exibido para todos os usuários em casos de erro de carregamento da imagem.  

A maioria das plataformas de site, como o WordPress, por exemplo, já oferecem a possibilidade de incluir um título, texto alternativo e descrição para todas as imagens incluídas no site.

  Leia mais em: O que é Acessibilidade Web e como Otimizar as Imagens do Site

2) Preste atenção no contraste das cores

O contraste entre as cores já é importante para usuários sem deficiência visual, já que a leitura de um texto, por exemplo, só pode ser realizada com ele.

Por exemplo, um texto claro num fundo escuro ou vice-versa, deixa a leitura muito mais complicada.

Além disso, para pessoas com deficiência visual parcial, o contraste de cores facilita o entendimento de imagens, sessões e textos.

Para sempre acertar neste quesito, o ideal é contar com um profissional designer especializado, mas você também pode explorar ferramentas que calculam o contraste entre as cores

3) Lembre-se dos usuários daltônicos

Os usuários daltônicos são aqueles que têm dificuldade em identificar ou diferenciar cores.

Para otimizar seu site para esse público, você precisa prestar atenção às cores escolhidas e sempre utilizar mais de um elemento de destaque, que não seja apenas a cor.

Trabalhe com diferentes formas e recursos de texto, como sublinhado e negrito. 

Você pode checar como as suas páginas são visualizadas por este tipo de usuário neste link.

Deficiências intelectuais e dislexia

4) Organize o conteúdo adequadamente

Usuários com deficiência intelectual ou dislexia têm uma experiência facilitada com a organização das informações de um texto.

Portanto, ao escrever conteúdos mais longos, preste atenção à hierarquia das informações e quebre o texto com recursos como títulos, subtítulos, listas, etc.

Repare como neste blog post que você está lendo o conteúdo está dividido dessa forma.

Para facilitar a leitura das plataformas de busca, utilize as tags H1, H2, H3 e assim por diante.

5) Simplifique o seu texto

Um texto simplificado agrada a qualquer usuário, já que quando fazemos uma busca online procuramos por informações objetivas, rápidas e úteis.

Para isso, produza conteúdos de qualidade, com frases mais curtas, sem utilização de palavras muito complexas e na ordem direta.

Explique termos técnicos ou em inglês e utilize links para complementar o que o usuário pode não conhecer ainda.

Deficiência auditiva e surdez

6) Tenha tradução em Libras

Para atender a este público, é interessante sempre disponibilizar legendas para vídeos e outros conteúdos de áudio, além de disponibilizar a tradução em libras. 

Pode parecer que apenas uma solução destas atende ao público citado, mas pessoas com deficiência auditiva podem ser alfabetizadas em português, enquanto aquelas com surdez são alfabetizadas em libras. 

Deficiências motoras

7) Evite funções acessíveis só pelo mouse

Já parou para pensar que nem todas as pessoas utilizam um mouse para navegação? 

Esse é o caso de usuários com deficiência motora, que muitas vezes utilizam atalhos do teclado ou tecnologias assistivas (como comando de voz ou controle com movimentos de cabeça) para realizar as ações.

Portanto, analise se seu site oferece essas possibilidades e implemente facilidades para atender também a este público.

8) Crie áreas de clique maiores

Outro ponto que pode ser corrigido com facilidade é aumentar a área de clique.

Com áreas de clique em botões e ícones maiores, você garante que pessoas com dificuldades motoras que não têm tanta precisão no clique consigam acessar os links com facilidade. 

Dicas gerais para todos os públicos

Atalhos no menu superior

Quer facilitar o acesso a todos os conteúdos e ferramentas implementadas para todos os usuários?

Lembre-se que nossa leitura é feita de cima para baixo, da esquerda para direita.

Então, oferecer atalhos no menu superior é a forma mais intuitiva.

Avalie a acessibilidade do seu site

Ainda tem dúvidas de quais dessas melhorias precisam ser aplicadas ao seu site?

Avalie-o com consultores e empresas especializadas em acessibilidade ou procure por ferramentas que vão te auxiliar. 

Citamos algumas ao longo do texto e deixamos aqui também a indicação da Access Monitor, que avalia as urls de acordo com o relatório de práticas de acessibilidade web.

A ferramenta também lista todas melhorias que podem ser feitas.

Vale a visita!

Conclusão

Para conquistar posições em ranqueamento do Google não basta apenas criar conteúdos relevantes e de acordo com a pesquisa de palavras-chave.

Implemente as dicas de acessibilidade para tornar seu site ainda mais atrativo e com uma experiência pensada para todos os usuários. 

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Você também pode se interessar pelo post: “Core Web Vitals: Tudo sobre as novas Métricas do Google”.

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Categorias: Estratégia

Fernanda Andreazzi

Estrategista de conteúdo na Leadster, atua há 5 anos com Marketing Digital, Inbound Marketing, SEO - e tudo o que há de bom