A tecnologia mudou muito nos últimos anos e os hábitos e o consumo acompanharam essa evolução.

Hoje, o mobile já representa 56,48% do volume de acessos nos sites analisados no nosso Panorama de Geração de Leads no Brasil.

Além disso, estamos conectados o tempo todo a mais de uma tela — você pode estar lendo este conteúdo em um notebook, enquanto tem o seu smartphone logo ao lado para checar as mensagens nos aplicativos.

E isso significa que os usuários esperam ter uma experiência satisfatória também nesses dispositivos.

Neste cenário o cross device presta atenção nessa tendência e se preocupa em criar uma jornada pensada para esse novo tipo de comportamento de navegação e de compra.

Entenda mais sobre ele no conteúdo completo.

O que é cross device?

Cross device pode ser traduzido do inglês como “dispositivo cruzado”.

O termo surgiu para entender e acompanhar a tendência de consumo que vemos hoje.

Muitas vezes, um usuário começa a jornada de compras em um dispositivo mobile, como um celular, mas só conclui a compra em um desktop, como um notebook.

Esse tipo de ação pausa a navegação em um dispositivo para ir para outro, o que faz com que as marcas tenham que cobrir a experiência do usuário com a mesma qualidade, independente da origem deste acesso.

Também é preciso cuidar para acompanhar toda a jornada do consumidor, para que informações relevantes sobre o usuário não sejam perdidas nessa transação. 

O cross device é uma forma de possibilitar o entendimento de um perfil único, criado através dos acessos de um mesmo usuário, mas realizados a partir de diferentes dispositivos. 

O que é cross channel?

Já o termo “cross channel” se refere à pensar na experiência do usuário através de vários canais de contato com uma marca.

Em uma estratégia 360º de marketing, o consumidor tem a mesma qualidade na experiência com uma marca em plataformas como redes sociais, site, atendimento online e lojas físicas, por exemplo.

Cross device e a experiência do usuário

Se antes os sites e lojas virtuais eram pensadas para desktops, com esse dispositivo de acesso como o principal desde o momento de concepção até o desenvolvimento do visual e das funcionalidades, agora esse cenário mudou.

Adaptado de: Salesforce

Hoje utilizamos muito mais os smartphones e outros dispositivos móveis para navegação e os estímulos também são diferentes.

Muitas vezes é mais prático procurar por um produto no Google através do celular ou entrar no perfil de alguma marca que parece interessante sem sair da navegação do Instagram, por exemplo.

Prova disso é que plataformas como o Google, Facebook, Instagram e até o WhatsApp criaram formas de disponibilizar para as marcas formatos de vendas dentro desses espaços.

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Portanto, os dispositivos móveis e a tendência de cross device precisam ser levados em consideração na hora de pensar na experiência do consumidor em diferentes dispositivos, além de construir uma jornada pensada para esse novo tipo de comportamento de compra. 

Por que a maioria dos acessos vem do mobile, mas as conversões acontecem no desktop?

Apesar dos acessos em dispositivos móveis estar crescendo — em alguns segmentos específicos, a representatividade do mobile chega a 70% — a taxa de conversão deste formato de dispositivo é 34% menor que a conversão no desktop. (Fonte: Panorama de Geração de Leads no Brasil).

O principal motivo dessa diferença é que o acesso em dispositivos móveis tem uma característica mais de curiosidade e de exploração das opções e possibilidades disponíveis no mercado.

Nessa fase, normalmente, o visitante ainda está em busca de informações sobre o produto, serviço ou empresa, para considerar suas opções.

Muitas vezes, a decisão de compra acaba ficando para os próximos acessos, quando ele retorna pelo desktop para finalizar a conversão.

Ainda assim, é muito importante pensar em uma boa experiência no mobile, para que, mesmo sem converter, o visitante retorne ao site para finalizar o processo.

  Leia mais em: Mobile Lidera em Acessos, mas Perde em Conversão – Veja o Destaque

4 Dicas para construir uma estratégia de marketing e vendas cross device

Então, como garantir uma boa experiência em diferentes dispositivos para que os usuários tenham uma jornada completa e satisfatória que não dependa do device?

Reunimos algumas dicas para isso:

1. Investir no mobile first

Mobile first diz respeito a criação de projetos priorizando a experiência em dispositivos móveis.

Com isso, você entende as necessidades do usuário, seja qual for o tipo de acesso, e fornece uma experiência satisfatória, que fará com que ele siga na jornada de compras após ter os primeiros contatos com a sua marca.

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2. Criar campanhas de remarketing

Muitas vezes os usuários precisam de vários estímulos até decidir por uma compra.

Portanto, utilizar campanhas de remarketing é interessante, sobretudo no caso de cross device.

Dessa forma, você pode impactar um mesmo usuário do Google ou das redes sociais com anúncios em diferentes dispositivos e levá-lo a conversão desejada.

3. Pense em campanhas específicas para cada canal e dispositivo

Dito isso, analise quais são os dispositivos que majoritariamente acessam cada canal da sua marca e pense em campanhas que também façam sentido neste contexto.

Afinal, a forma de consumir informação também muda de acordo com o device.

Da mesma forma, campanhas para diferentes dispositivos também podem levar em conta as diferentes fases da jornada de compras.

Por exemplo, você pode pensar em campanhas mais topo de funil para mobile e mais fundo de funil para desktop.  

4. Construir fluxos de nutrição

Outra forma de impulsionar o usuário através da jornada de compras é com a captação deste contato e da construção de fluxos de nutrição para relacionamento e qualificação desses leads. 

Mais uma vez você consegue impactar o usuário em diferentes dispositivos. 

Conclusão

Construir jornadas e experiências pensadas para todos os tipos de acesso é uma necessidade para empresas que querem se destacar e oferecer ao consumidor as possibilidades e comodidades que ele deseja.

Acompanhe os novos hábitos de consumo investindo em estratégias cross device e sempre analise as mudanças realizadas para entender onde você deve concentrar os próximos esforços e melhorias.  

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Categorias: Estratégia

Fernanda Andreazzi

Estrategista de conteúdo na Leadster, atua há 5 anos com Marketing Digital, Inbound Marketing, SEO - e tudo o que há de bom