Talvez você já esteja familiarizado com o termo growth hacking, certo? Mas, deixa eu te contar que temos mais um assunto sobre estratégia de crescimento para tratar: o growth marketing.

Eu sei que são muitos termos parecidos para entender, mas prometo a você construir esse conteúdo de forma simples e objetiva. 

Ao sair daqui você poderá dar um passo a mais na sua especialização de growth marketing. 

Vamos lá!

O que é Growth Marketing?

O que é Growth Marketing?

O Growth Marketing, ou marketing de crescimento, é uma estratégia cujo objetivo é o crescimento exponencial das empresas

Mas, diferente do growth hacking, essa estratégia não se arrisca tanto na experimentação, preferindo focar no crescimento ágil, aquisição e retenção de clientes

Dessa forma, podemos observar que essa tática traz novos clientes, envolvendo-os de forma consistente e depois os transforma em consumidores de longo prazo, que podem até mesmo virar promotores de seu negócio.

Qual a Importância do Growth Marketing?

Qual a Importância do Growth Marketing?

Além de proporcionar o crescimento de seu negócio, o growth marketing impacta positivamente em outras áreas além do marketing, como vendas, experiência do cliente e CS.

Ao influenciar no crescimento, consequentemente, influencia nas vendas, mas também há vantagens em sua rentabilidade, conhecimento do público, diferencial no mercado e autoridade da marca.

 Leia também: 240% de Crescimento: O Que Aprendemos com uma Estratégia Product Led Growth (PLG)

Quais as Diferenças entre Growth Marketing e Growth Hacking?

Quais as Diferenças entre Growth Marketing e Growth Hacking?

O growth hacking é um aspecto importante dentro da estratégia de growth marketing, voltado à experiência, testando continuamente conteúdo, mensagem e design do site.

Para não haver confusão entre essas duas definições, vamos às suas diferenças.

Resultados rápidos vs. resultados de longo prazo

Enquanto o growth hacking busca resultados instantâneos, o growth marketing aposta no longo prazo, podendo levar tempo para conquistar resultados efetivos.

Tecnologia vs. relacionamentos pessoais

No growth hacking é priorizado o uso da tecnologia para gerar vendas e lucros. Já o growth marketing opta pelo desenvolvimento de relações pessoais, mesmo que a tecnologia seja utilizada para este fim, seu uso é apenas como um meio para atingir um fim.

O que Faz o Profissional de Growth Marketing?

O que Faz o Profissional de Growth Marketing?

O profissional de growth marketing é aquele que vai direcionar o crescimento da empresa para as diversas áreas, especialmente a de marketing.

Por meio da aplicação de conceitos e conhecimento dessa estratégia, esse profissional vai direcionar as ações e planejamentos.

Qual o Salário de um Profissional de Growth Marketing?

Qual o Salário de um Profissional de Growth Marketing?

Segundo dados do Glassdoor, a média salarial mensal de um profissional de growth marketing no Brasil é de R$ 6.500,00.

Lembrando que o valor muda conforme a região, necessidade, especializações e tempo de mercado.

Quais são as Estratégias de Growth Marketing?

Quais são as Estratégias de Growth Marketing?

Aqui estão cinco pontos estratégicos para você seguir e colocar em prática seu growth marketing.

Identifique o seu público-alvo

Antes de tudo, você precisa analisar o seu público-alvo, identificá-lo para assim começar a planejar as próximas ações de sua estratégia de growth marketing.

Lembre-se que mesmo dentro de seu público, existem pessoas mais propensas a fechar negócio do que outras, por isso, é necessário analisar minuciosamente.

Conheça os clientes em potencial

A partir da identificação do público-alvo, chegou o momento de conhecê-los mais profundamente, buscando e firmando um relacionamento mais próximo com os clientes em potencial.

Para isso, comece pesquisando tendências para certas características demográficas, além de realmente contatar essas pessoas por e-mail marketing, por exemplo. 

 Leia também: ICP, Persona e Público-Alvo: Não Confunda esses 3 Conceitos

Selecione suas plataformas com cuidado

Pense em qual canal será o mais adequado para sua empresa e público.

São centenas de redes sociais pela internet, faça uma pesquisa sobre o público de cada uma, quais as tendências seguidas, linguagem utilizada e se o seu cliente em potencial está nela.

Vamos a algumas especificações das principais redes sociais no mercado:

  • Facebook – Maior rede social do mundo. Quase um terço de seus usuários tem entre 25 e 34 anos.
  • Twitter – Mais popular entre as pessoas que vivem em centros urbanos. Usuário entre 18 e 49 anos.
  • YouTube – Todas as idades, sejam adolescentes, adultos ou idosos, assistem amplamente ao conteúdo dessa rede.
  • LinkedIn – Rede social profissional, além da escolhida para as empresas B2B.
  • Pinterest – 71% dos usuários são mulheres, maioria entre 18 e 49 anos.
  • Instagram – Semelhante ao Pinterest, mas com público entre 18 e 34 anos.
 Leia também: Social Ads: Como Usar as Redes Sociais para Gerar mais Leads

Crie o conteúdo certo

Agora que você já identificou seu público-alvo, conheceu seus clientes em potencial e escolheu qual(is) mídia(s) vai utilizar, chegou o momento de criar conteúdo.

Aqui a variedade é gigante, você pode investir em:

  • Blogposts;
  • Newsletters;
  • E-mail marketing;
  • Infográfico;
  • Webinars;
  • Vídeos;
  • Podcasts.

Mais uma vez lembre-se do que mais faz sentido para o seu público e segmento de mercado. Procure oferecer informações claras, objetivas e que somem na experiência do cliente.

Teste regularmente os resultados para mensurar e melhorar o ROI

Assim como todas as estratégias de marketing, o growth marketing prioriza a análise de dados.

Afinal, apenas por meio do acompanhamento de dados e teste regulares que você saberá como está o andamento de suas estratégias e quais ajustes precisam ser feitos.

Como as Empresas Podem usar o Growth Marketing?

Como as Empresas Podem usar o Growth Marketing?

Ao seguir as estratégias apresentadas no texto, você já estará implementando o growth marketing. 

Ainda assim, trouxemos outras alternativas para sua empresa utilizar, seja de forma interna ou terceirizada.

Especialista em marcas

O especialista de branding vai ajudar na definição da sua marca, além de garantir que seu nome e marca sejam reconhecidos em diversos canais.

Equipe de criação de conteúdo

Como o próprio nome já diz, a equipe de criação de conteúdo será a responsável pela criação dos mais diversos posts, artigos, vídeos, e-mails etc para impulsionar o engajamento e resultado nas plataformas.

Especialistas em aquisições

O especialista em aquisição é aquele que vai saber o que seu público está procurando e quais ações colocar em prática para trazer novos clientes regularmente.

Panorama de Geração de Leads no Brasil 2023 - Leadster

Profissionais Social Media

A equipe de social media é quem vai cuidar de suas redes sociais, a fim de planejar os posts, stories e campanhas que trarão mais resultado ao seu negócio.

Especialista em SEO

Se você quer impulsionar e manter um bom rankeamento nos mecanismos de busca, como o Google, conte com um especialista de SEO.

 Saiba mais: Otimização de Site: É Melhor Focar em SEO ou Conversão?

Especialistas em atendimento ao cliente

As demandas de relações-públicas, como feedbacks online ou reclamações sobre seus produtos e serviços, serão de responsabilidade dos especialistas em atendimento ao cliente.

Analistas de dados

Como já falamos aqui, a análise de dados é indispensável para o andamento de sua estratégia, por isso, conte com um profissional da área.

Chief Information Officer (CIO)

Por fim, o CIO será o responsável por determinar a direção geral de sua campanha, garantindo que tudo esteja fluindo bem e sem ruídos na comunicação.

Exemplos e estudo de casos de growth marketing

Lista de empresas citadas como exemplos de Growth Marketing.

Por mais que a gente converse aqui sobre ferramentas e técnicas contemporâneas de Growth Marketing, isso não significa que o conceito é uma novidade do século XXI. 

Vários esforços diferentes, de várias áreas diferentes, é que constituem o Growth Marketing. E as técnicas que hoje já estão catalogadas e são divulgadas mundo afora precisaram vir de algum lugar, certo? 

Muitas delas vieram de tão longe no passado que você vai até se surpreender. 

Por isso, para te mostrar alguns exemplos de sucesso do Growth Marketing, precisamos de duas visões: uma para os nossos tempos e outra para quem já trabalhava na área no tempo dos nossos avós. 

Começando com o passado: 

Pepsodent

A Pepsodent é um dos primeiros casos de Growth Marketing clássico, e o melhor é que esse caso de sucesso pode ser consultado por completo no livro “A Ciência da Publicidade”, de Claude C. Hopkins. 

A história começa no início do século XX, em 1915. Hopkins, um publicitário da época, é abordado pelo dono da Pepsodent, que queria levar ao mercado sua nova invenção: o creme dental mentolado com pepsina, que ajuda a dissolver restos de comida nos dentes.

O problema: apenas 7% dos americanas escovava os dentes. Como lançar uma nova marca de um produto que ninguém nunca viu antes em um mercado onde esse produto seria usado por menos de 10% das pessoas do país inteiro? 

E mesmo assim a marca conseguiu. Em cerca de uma década, os 7% saltaram para mais da metade da população, muito pelas campanhas intermináveis da Pepsodent que focavam não nas doenças bucais que a falta de higiene causa, mas na beleza do sorriso. 

Cadê o Growth?

O Growth Marketing nesses primeiros anos, porém, era medido não por meses ou semanas, mas por décadas. A Pepsodent saiu de azarão, com um produto novo que ninguém nunca viu ou não se interessava em ter, para dominar os mercados globais em 30 anos. 

Seu maior problema, porém, foi não acrescentar flúor no creme dental, como seus concorrentes estavam fazendo. 

Apple

Os anos 80 foram uma correria imensa para indústrias eletrônicas. Após o boom industrial do pós-segunda guerra mundial, os E.U.A e o Japão competiam fortemente no mercado de eletrodomésticos, e os preços estavam mais baixos do que nunca. 

Em 1970, a inovação do século surgiu na forma dos microprocessadores, e os E.U.A criaram e dominaram o mercado dos computadores pessoais. I.B.M. e Apple eram as maiores marcas do momento. 

Durante os anos 80 e sob a égide de Steve Jobs, a Apple começou a focar no design dos seus PCs e na experiência do usuário. E em 1984 o verdadeiro PC foi inventado: foi nesse ano que nasceu o Apple Macintosh. 

Cadê o Growth?

A Apple lançou o Mac junto com o comercial mais influente dos anos 80, e na mesma noite em que ele foi ao ar — noite de Super Bowl! — mais de US$ 3.5 milhões de dólares foram feitos em vendas. 

O comercial você vê logo abaixo. E o resultado dessa campanha de Growth Marketing, que envolve marketing de produto, design e boca a boca, nós estamos vendo acontecer até hoje. 

Microsoft

A Microsoft não podia ficar para trás nessa revolução do mercado que a Apple trouxe. 

O Macintosh tinha algo que nenhum outro computador da época conseguia oferecer: uma experiência do usuário inigualável baseada em recursos gráficos. 

Isso que a gente faz hoje, de olhar para a tela e ver uma representação visual do que estamos fazendo, antes não existia. 

A Apple iniciou essa jornada com o seu MacOS, que ainda engatinhava. A Microsoft ajudou a construir o resto da estrada com o Windows, lançado em 1985, logo após o comercial da Apple de Jobs. 

Só que essa estrada foi longa e tortuosa. O Windows 3, o único no momento capaz de competir com a Apple, só foi lançado no início dos anos 90. Mas em 1995 tudo mudou para sempre. 

Nesse ano, a Microsoft lançou o Windows 95. Ele era 100% gráfico, permitia a instalação de diferentes aplicativos e vinha com um diferencial extra: qualquer computador poderia usá-lo. 

Cadê o Growth?

Foi com essa estratégia que a Microsoft venceu a Apple de vez em marketshare. Analisando o mercado, a gigante de Bill Gates percebeu que as pessoas já estavam montando suas próprias máquinas de forma independente. 

Você não precisava comprar um computador Microsoft para usar o Windows. Comprando tudo separado e montando, o Sistema Operacional funcionava do mesmo jeito, seguindo a ideia do Linux, que ganhava popularidade entre os engenheiros e desenvolvedores. 

Com isso, a Microsoft conseguiu parcerias comerciais impossíveis para a Apple ou a I.B.M, que não vendiam só o Sistema Operacional, mas o computador inteiro. 

Isso inaugurou uma nova fase de crescimento da Microsoft: subitamente, a maioria esmagadora dos computadores vendidos em qualquer país vinha com Windows já instalado de fábrica. 

E cada uma dessas licenças do Windows chegava diretamente para a Microsoft, que com essa jogada não só se colocou com a maior, destronando Apple e IBM, como inaugurou o mercado de softwares no mundo. 

Volkswagen

O setor automobilístico sempre foi muito competitivo, desde o surgimento dos primeiros Fords. 

Na época do Ford T., já existiam algumas dezenas de montadoras nos E.U.A., mas poucas com a disciplina necessária para a criação de uma linha de montagem. Foi por essa tecnologia que a gigante fordista dominou o mercado. 

Corta para a segunda guerra mundial: indústrias enormes foram montadas ao redor do mundo. A especialidade? Engenharia mecânica. 

E aí começa nosso caso de Growth Marketing:

Cadê o Growth?

No pós-guerra, a alemã Volkswagen tinha o protótipo perfeito para algo que ainda não existia no mundo: o carro popular, representado pelo Volkswagen Beetle — nosso querido Fusca. 

A Volks chegou aos E.U.A., o maior mercado de carros do mundo na época, em 1949. No primeiro ano, só duas unidades do “Victory Wagon” (VW) foram vendidas. Cinco anos depois, foram 5 milhões. 

O growth da Volks veio dessa invenção de um novo conceito em carros: o carro popular deve ser barato, consumir pouco, exigir pouca manutenção e ser confortável. 

Esses são os mesmos parâmetros que usamos hoje, quase 100 anos depois.

MTV

Nos anos 80, o mundo tinha acabado de passar por uma grande revolução musical. Novas tecnologias permitiam experimentos musicais que nunca tinham sido vistos antes. Mas foi a MTV que ultrapassou uma nova fronteira: unir música e vídeo. 

Antes da MTV, a ideia de fazer um videoclipe autoral para acompanhar uma música simplesmente não existia. No máximo, artistas faziam uma performance ao vivo — muitas vezes falsa — e colocavam a música por cima. 

O que o canal fez foi criar um espaço dedicado a clipes musicais. Com bandas como os Talking Heads capitaneando o estilo musical New Wave, o videoclipe autoral começava a engatinhar. 

Cadê o Growth?

Fazendo parcerias direto com os artistas e com as gravadoras, a MTV criou o espaço e o mercado de videoclipes ao mesmo tempo. 

Antes dela, música na televisão era só com shows ao vivo. Com esse novo formato, mais simples de digerir e mais cool, a MTV conquistou 2 milhões de telespectadores em menos de 1 ano. 

NHS

A NHS é o SUS britânico. Nenhum outro serviço de saúde popular usou tanto o marketing quanto a NHS ao longo da sua existência, e durante os anos 80 e 90, a NHS era o padrão global de marketing de saúde e médico. 

Mas o seu crescimento veio com tudo durante os anos da pandemia. A NHS já era conhecida por todos os britânicos na época, mas entre 2020 e 2022 esse reconhecimento passou a ser global. 

Cadê o Growth?

A NHS, durante a pandemia, mostrou para o mundo como o marketing de uma marca voltada para a saúde deve agir, inspirando posicionamentos de várias outras marcas envolvidas nos esforços de frear a pandemia — incluindo aqui o próprio SUS, a OMS e até o Instituto Butantã. 

Durante a pandemia, a NHS, que antes tinha visualizações em vídeos no YouTube que chegavam no máximo a algumas dezenas de milhares, subitamente viu o interesse no seu conteúdo aumentar em porcentagens tão grandes que elas nem pareciam reais. 

O vídeo logo abaixo, por exemplo, teve mais de 1,7 milhões de views. E esse foi só um vídeo. Ele, sozinho, teve um pouco mais de visualizações que todos os vídeos que o canal publicou em 2018 somados.

E esse foi o primeiro vídeo do canal a atingir a marca de 1 milhão de visualizações. Ao longo de 2018, os vídeos somados trouxeram cerca de 800 mil views. 

Ao longo de toda a pandemia, a NHS continuou nos seus esforços digitais, unindo YouTube, Newsletters e Redes Sociais para trazer ainda mais reconhecimento para o seu canal e, claro, fazer o mundo inteiro conhecer a NHS. 

E aí, o que você achou desses exemplos do passado? Com a NHS, acabamos chegamos perto demais do presente 😅

Que tal continuar essa conversa falando sobre alguns exemplos contemporâneos, especialmente no mercado SaaS? 

Então seguimos: 

Resultados Digitais

Vou aproveitar que o assunto é RD e falar um pouco também sobre a sua irmã mais velha: a HubSpot. 

Em 2010, Dharmesh Shah lançou o livro fundamental para o marketing digital moderno: “Inbound Marketing”. 

Esse livro criou uma nova metodologia de marketing, que foi adotada primeiro pela própria HubSpot, e depois por centenas de milhares de empresas ao redor do mundo. 

A Resultados Digitais surge nesse contexto. Em 2011, dois anos após o lançamento do livro seminal do Inbound Marketing, surge o RD Station: a primeira plataforma brasileira que organiza e automatiza esforços dentro da filosofia do marketing inbound. 

A inspiração na HubSpot era clara desde essa época. Mas o interessante é que o RD Station, desde o seu lançamento, já tinha mais recursos e mais estabilidade que sua concorrente americana. 

Cadê o Growth?

Hoje, o RD Station é a plataforma de marketing mais usada no Brasil, e a Resultados Digitais é a maior start-up SaaS relacionada com marketing digital no país. 

Seu início foi rápido, e os preceitos de Growth Marketing que a empresa aplica hoje têm inspiração direta no que deu certo no passado. 

Alguns exemplos: em 2013, o primeiro RD Summit acontecia em Florianópolis com 600 pessoas presentes, segundo a própria Resultados Digitais. Já em 2022, eram mais de 15.000. 

No total, mais de 100.000 pessoas já participaram do evento. 

O número de clientes também impressiona: em 2011, a start-up se orgulhava de ter fechado 7 clientes. Hoje,  a Resultados Digitais atingiu a marca dos 20 mil clientes já atendidos.

Rock Content

A história da Rock Content segue bastante a da Resultados Digitais. 

O marketing inbound exige algo fundamental para funcionar: um bom trabalho de marketing de conteúdo. 

Antes da Rock Content, já existiam plataformas que faziam a mediação entre profissionais freelancers e empresas que precisavam do marketing de conteúdo. 

Mas essa interface muitas vezes terminava aí. Workana, Fiverr e outras plataformas se eximiam do processo criativo completamente — é você e seu redator. 

Cadê o Growth?

A Rock Content cresceu de uma start-up mineira para a maior plataforma de conteúdo do Brasil e da América Latina oferecendo mais: revisões por profissionais dedicados, plataforma de marketing e acompanhamento próximo. 

O início da Rock Content foi tortuoso. O cenário inicial, em 2013, contava com várias startups americanas do mesmo segmento estavam tentando crescer no Brasil, ao mesmo tempo em que o nosso mercado de marketing digital crescia pouco a pouco. 

Lembre-se: isso foi na mesma época que a Resultados Digitais começou a popularizar o inbound marketing por aqui. 

O grande salto da Rock Content aconteceu em 2015. No ano anterior, ela conseguiu fechar uma receita previsível — ou ARR, na linguagem startup — de R$ 2,8 milhões. Esse valor foi quadruplicado em 2015: R$ 8 milhões. 

Em 2016, a receita previsível dobrou para R$ 16 milhões, e desde então sua meta é sempre dobrar a meta.

Slack

Tudo isso veio através do reconhecimento do que o mercado estava precisando: uma ferramenta de comunicação corporativa e marketing interno que se adaptasse a qualquer uso. 

O mundo estava esperando um app tão interativo e simples como o Slack. Através de centenas de integrações, times conseguiram estruturar toda a sua comunicação e processos de trabalho. Hoje, quem usa o Slack não troca de jeito nenhum. 

Cadê o Growth?

O Slack saiu de 0 usuários para mais de 10 milhões em 5 anos. Se isso não é Growth Marketing de sucesso, o que é? 

A start-up foi fundada em 2013, e em 2018 — momento em que ela fez seu IPO, sua estreia na Bolsa — sua avaliação chegou a US$ 7 bilhões de dólares. Até hoje esse é um dos maiores casos de crescimento em start-ups no mundo inteiro. 

Em 2022, o Slack reportou um revenue de mais de US$ 900 milhões de dólares, se colocando no mesmo patamar dos maiores produtos de comunicação corporativa do mundo: Discord, Google Chat e Microsoft Teams. 

Inclusive, esse link conta toda a história das desavenças entre o Slack e a Microsoft. Vale bastante a leitura para quem gosta do universo de startups. 

Growth Hackers

Ninguém melhor para representar o Growth Marketing do que a empresa que praticamente definiu o que Growth significa. 

No início das suas operações, a Growth Hackers conseguiu cerca de 90.000 usuários em 3 ou 4 meses. E aí parou de crescer. 

Seu modelo de negócios na época era simples: a empresa vendia um software de gestão de projetos ao mesmo tempo em que oferecia suporte à sua comunidade de growth hackers, criando conteúdo, cursos etc. 

O freio no crescimento foi o maior pesadelo da empresa. Uma empresa com esse nome não pode ficar parada. É tipo padaria que não tem pão. 

Veja como eles conseguiram reverter esse cenário:

Cadê o Growth?

A reviravolta, porém, veio muito rápido. A Growth Hackers teve o maior período de contratação da sua história nessa época de estagnação, e todo mundo da empresa tinha uma única preocupação: como vou poder inovar hoje?

Com investimento em conteúdo, apoio de influencers, grandes campanhas de marketing e uma repaginada completa no seu produto, a GH saiu desse marasmo e voltou a crescer. 

E o crescimento foi alucinante. Em um mês, a empresa saltou de cerca de 80.000 usuários para mais de 150.000, crescimento em um ritmo maior do que seus melhores períodos. 

PayPal

O crescimento do PayPal nos E.U.A. veio impulsionado pelos bancos: lá, pagamentos virtuais sempre foram muito difíceis. Pagamentos online com cartões de crédito eram complicados e exigiam a digitação do número completo todas as vezes. 

O PayPal criou um produto que simplesmente não existia na época: uma carteira virtual. Você passa um valor direto na carteira, e o saldo dela é aceito nas lojas parceiras. 

É o Pix antes do Pix. E em um país onde o sistema bancário só agora está se tornando mais digital, o PayPal teve um reinado muito próspero. 

Cadê o Growth?

Uma linha que pode resumir quase o texto inteiro: o PayPal foi lançado em 2000. E em 2002, ele foi comprado pelo eBay por US$ 1.5 bilhões de dólares. 

Ainda que o PayPal não seja tão utilizado no Brasil, que é tradicionalmente inovador no setor bancário e já oferecia a maioria das facilidades que o PayPal oferecia, nos E.U.A. ele permaneceu insubstituível até atualmente. 

Só agora aplicativos como Venmo e CashApp estão conseguindo tirar o PayPal dos holofotes, pela possibilidade de lidar com dinheiro real ao invés de operações via cartão de crédito. 

Zapier

Antes das integrações via API serem extremamente simples como elas são hoje, o Zapier dominava o mundo SaaS. 

Veja o exemplo do Slack: hoje, ele se integra com praticamente qualquer app mais conhecido, oferecendo previews, entregando notificações de outras ferramentas e até respondendo e-mails. 

Antigamente, apps assim eram raríssimos. O próprio Slack era raro nesse sentido, e esse é um dos motivos principais do seu sucesso. 

O Zapier chegou para conectar tudo a tudo. Seus apps não precisavam se conectar uns com os outros: eles só precisavam se conectar com o Zapier. 

Incrivelmente, a ideia não deu certo logo de cara. A Y Combinator, aceleradora de start-ups, recusou financiar a ferramenta. 

Mas os próprios desenvolvedores seguraram onde conseguiram e hoje a empresa já ultrapassou os US$ 5 bilhões em valor de mercado. 

Ferramentas que o Profissional de Growth Deve Usar

Ferramentas que o Profissional de Growth Deve Usar

Para facilitar e otimizar sua estratégia de growth marketing, vamos a algumas ferramentas.

Google Analytics

O Google Analytics é uma ferramenta essencial para você analisar, estabelecer metas e acompanhar o tráfego do seu site.

Google Tag Manager

Para se aprofundar ainda mais nas métricas estabelecidas em seu planejamento de growth marketing, o Google Tag Manager é fundamental.

Pesquisa NPS

O Net Promoter Score (NPS) é a ferramenta que vai mostrar para você como está o nível de satisfação dos clientes, dado importante para acompanhar o potencial de retenção de um lead.

Hotjar

Para saber como anda a experiência do usuário em seu site, utilize o Hotjar. A ferramenta realiza pesquisas, faz mapas de calor e visualiza gravações de navegação.

Análises Cohort

Por fim, a Análise Cohort é uma ferramenta de growth que analisa a aquisição de clientes baseada em períodos de entrada.


E aí, preparado para implementar as estratégias de growth marketing no seu negócio?

Se você quer conquistar ainda melhores resultados, tem mais uma estratégia para investir: o Marketing Conversacional.

Essa tática promete conversar em tempo real e de forma personalizada com seus visitantes, visando ajudá-los em seu processo de decisão de compra. 

Se já quer colocá-la em prática, comece agora mesmo o teste gratuito de 14 dias do Chabot de Marketing Conversacional da Leadster!


Gustavo Luby

CMO da Leadster, há 6 anos empreendendo no setor de tecnologia, apaixonado por CRO, Growth Hacking e Mídia paga.

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